sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

 Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.
João 1:23


A bíblia não esclarece muitas coisas em inúmeras histórias, até mesmo por que ela foi escrita para pessoas específicas, neste caso os evangelhos, quando se deparamos com os fatos mencionados por João vemos o início do ministério de Jesus descrito por ele, o que sempre me chama atenção como leitor das escrituras é que cada um consegue observar minuciosamente detalhes que muitos passam desapercebidos, existe uma riqueza ímpar no comentários extra-bíblicos que quando tomamos conhecimento ficamos cada vez mais apaixonados.

Em nossa cultura pós-moderna a fama, estrelato, riqueza, ostentação e coisas do gênero sempre querem nos impulsionar para longe daquilo que o próprio Deus nos chamou, quando lemos toda a vida e ministério de Jesus, encontramos um homem simples, dotado de toda sabedoria, porém que jamais perdeu a sua essência de ser aquilo que jamais deixou de ser:Servo.
Nessa história vemos um homem fora dos padrões culturais de sua época, mas isso não foi suficiente para que João se intimidasse em deixar de proclamar e de inspirar muitos que a ele chegavam, o reconhecimento para muitos é algo vital para prosseguirem, com isso mudam de comportamentos passam a ser tolerantes e muitas vezes vendidos pelo preço de estarem com os holofotes sobre si.

Eu vejo um João um verdadeiro quebrador de expectativas carnais e mundanas, por tudo que vivenciou e operou não esperando agradar o "sistema" religioso que estava ao seu redor, a sua fama foi tão intensa que chamou a atenção de muitos a ponto de mandarem sacerdotes e levitas o interrogarem a cerca de si, se era o Cristo, se era Elias ou algum profeta por que tinham que levar isso para seus senhores neste caso os fariseus, apenas um homem ficou reconhecido pelo que verdadeiramente era e não pelo que desejavam que ele fosse, o mais interessante é que ele não estava no centro de tudo nem almejava isso, ele simplesmente diz que era "A voz que clama no deserto", em meio a tantas coisas que lhe poderiam favorecer, ele preferiu ser voz, em um contexto todo errado ele preferiu ser voz, no lugar de honrarias e tapete vermelho estendido ele preferiu ser voz.

A história não relata muitos detalhes sobre, mas ele possuía discípulos consigo mesmo sendo sozinho, ele não usou de desculpa os recursos inexistentes nem tão pouco desfavorecimento para ser o que Deus projetou para si, o que mais chama a atenção neste homem é que ele usou o nada e fez tudo, muitos tem tudo e não fazem nada, nos desertos da vida ele revolucionou o que poderia ser chamado de doido ou maluco, na verdade era alguém cheio de convicção da existência de um Deus fiel e soberano, com um temperamento forte e uma paixão pelo eterno, ele usou seus atributos para levar uma mensagem que impactava qualquer um que por ele poderia passar, isso é tão real que quando ele mesmo viu Jesus passar e ao afirmar que Ele era o cordeiro de Deus, dois de seus discípulos não resistiram e foram conferir o tal Messias que ele tanto falava.

Pessoas de fora, de longe ouviram falar deste homem, seu testemunho era tão eficaz que incomodou muita gente, será que isso produz algo em nós para que possamos atuar da mesma maneira? Existem coisas que um servo comum pode fazer, ver e alcançar, mas tem determinadas coisas que só são visualizadas por servos espirituais, por pessoas entregues na vontade divina, por alguém que almeja a presença do Pai mais que qualquer vantagem ou favor humano. Nesta última hora existe uma necessidade de pessoas apaixonadas por esta loucura celestial, pois a olho nú é coisa de insensato mas para quem já teve um encontro com Ele, que foi resgatado por Ele, que foi liberto e vivido pra Ele, entende que é possível ver os céus abertos, contemplar coisas inefáveis e mostrar para o mundo que através de ti, Deus pode fazer de uma voz um trovão para mudar histórias.

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